A Teoria Geral da Bidualidade (TGBD) objetiva definir cientificamente a estrutura de tudo que existe no Universo e fora dele. A sua grande inovação é ter unificado e generalizado, de uma forma geral e logicamente consistente, alguns conhecimentos científicos do mundo ocidental e alguns princípios do misticismo oriental.
Haverá uma teoria que possa definir tudo o que existe no universo e fora dele? Muitos acham que não. Muitos já tentaram e não conseguiram. O certo é que se isto algum dia for acontecer, a
humanidade, via ciência, estará , sem dúvida, dando o grande salto para seu desenvolvimento futuro.
Vou começar este texto pelo final do livro Breve História do Tempo – Do Big-Bang aos Buracos Negros, de Stephen W. Hawking, um dos principais cientistas atuais, criador da teoria dos buracos negros, entre outras. No final do livro ele constata que “a ciência se tornou muito técnica e matemática para os filósofos ou qualquer outra pessoa, além dos poucos especialistas”, e que, assim, os filósofos foram alijados do processo que sempre lideraram no passado, pois os cientistas naquela
época se fundamentavam nos conceitos filosóficos para desenvolver as suas teorias. E, então, Walking termina seu livro com o trecho transcrito a seguir:
“Entretanto, se descobrirmos de fato uma teoria completa, ela deverá, ao longo dos tempo, ser compreendida, grosso modo, por todos e não apenas por alguns poucos cientistas. Então devemos todos, filósofos, cientistas, e mesmo leigos, ser capazes de fazer parte das discussões sobre a questão de porque nós e o universo existimos. Se encontramos a resposta para isto teremos o triunfo definitivo da razão humana; porque, então, teremos atingido o conhecimento da mente de Deus.”
Acredito que – e me desculpem a pretensão, pois alguém tem de tentar – a TGBD seja o que Hawking está procurando. Neste texto submeto minha teoria à avaliação de todos, cujos ideias gerais apresento a seguir.
Uma teoria que pretenda ser a síntese do conhecimento, que possa ser considerada a Teoria de Tudo, ou Theory of Everything (T.O.E), como a chamariam em inglês, deveria apresentar algumas características fundamentais:
a) ser geral, ou seja, aplicável a tudo que exista, e mesmo ao que não exista (neste caso, considerando o que exista fora do nosso alcance);
b) ser auto-consistente com ela mesma na medida em que sendo algo que existe, deve se auto obedecer;
c) ser simples, pois o que é bom é simples, e porque somente se for assim poderá se aplicar ao que é simples, ressaltando que o complexo nada mais é do que um conjunto de coisas simples estruturado em uma estrutura complicada;
d) ser abrangente, no sentido de comportar até mesmo o imponderável, o inatingível e a singularidade, e com isto se aplicar a tudo que exista em todos os níveis e direções, seja no sentido do microcosmo, seja no sentido no do macrocosmo, seja no sentido do que exista fora dela no seu mesmo nível, seja no sentido dele mesmo.
A TGBD é composta por quatro leis que, como será mostrado no decorrer deste livro, obedecem à própria TGBD. Aliás, ressalto que a questão da auto-consistência foi sempre a minha grande bússola na desenvolvimento da teoria, conforme contarei na próxima seção deste capítulo
Na sua primeira lei, também denominada de lei dos conjuntos unitários, a TGBD propõe que tudo que exista enquanto uma Unidade em estado de equilíbrio total seja um Bidual, que por sua vez é um Dual de Duais. Assim, em resumo a primeira lei diz que uma Unidade é um Bidual.
Os Duais por sua vez são formados por dois componentes iguais em sua natureza e opostos em seu sentido, os quais denomino de Unos, que se apresentam como sendo de quatro tipos diferentes entre si. Dois deles são, por convenção, de natureza concreta, e formam um Dual de Natureza Concreta, e dois deles são de natureza abstrata, e formam o Dual de Natureza Abstrata.
Além disto, por definição, dois Unos que formam um Dual devem possuir sentidos opostos. Assim, dois Unos, por convenção, devem ter sentido positivo e dois Unos devem ter
sentido negativo.
Num Bidual, num primeiro nível se tem a interação de um Dual de Natureza Concreta com outro Dual de Natureza Abstrata, e num segundo nível, em cada Dual se tem a interação de um Uno ou outro Uno de mesma natureza, mas de sentido oposto, ou seja, se o primeiro é positivo o outro deve ser negativo.
Existe uma correlação entre natureza e sentido, associado ao conceito de movimento, o qual apresenta duas alternativas, a de algo ser fixo ou móvel. Na interação entre naturezas, o concreto atua como sendo o elemento fixo (ou fêmea, ou Yin), enquanto que o abstrato atua como sendo o elemento móvel (ou macho, ou Yang). Na interação entre os sentidos, o sentido positivo atua como sendo o elemento fixo (ou fêmea, ou Yin), enquanto que o sentido negativo atua como sendo o elemento móvel (ou macho, ou Yang).
Em resumo, a natureza concreta e o sentido positivo possuem uma característica de serem os elementos fixos, enquanto que a natureza abstrata e o sentido negativo possuem uma característica de serem móveis.
Os Unos por sua vez devem ser também serem Unidades de nível inferior ao da Unidade a que pertencem, e portanto, também devem ser Biduais. Assim, os Unos devem ser (na falta de outro nome) MicroBiduais, sendo formados por MicroUnos, que por sua vez são outros Biduais, e, assim, sucessivamente… Por outro lado, uma Unidade, deve ser um Uno de nível superior a ela, ou melhor um MacroUno, dos quatro que formam uma Unidade de nível superior ao da Unidade, ou seja uma MacroUnidade, que se por sua vez são Unos de outras Unidades de nível superior ao da MacroUunidade e, assim, sucessivamente….
Finalmente, um dos quatro Unos, denominado de o Quarto, deve possuir características que o diferenciem dos demais três Unos que formam o denominado Terno, que por sua vez é formado por um Dual e pelo denominado Terceiro Uno. Assim, o Quarto é o Uno que existe fora do Terno.
Por, outro lado, o Dual que contém o Quarto é denominado como sendo o Dual Externo, e o Dual que não contém o Quarto é denominado como sendo o Dual Interno.
A três demais leis da TGBD, são as também denominadas leis dos conjuntos não unitários, ou seja daqueles conjuntos que não são Unidades, portanto que não estão em equilíbrio total:
- a Segunda Lei define a formação de um Dual, como sendo formado por dois Unos de mesma natureza mas de sentidos opostos, que podem ser de dois tipos Interno ou Externo.
- a Terceira Lei define a formação de um Terno, como sendo formado pelo Dual Interno e pelo Terceiro Uno
- por fim, a Quarta Lei define a formação de uma Quadra, como sendo formada por um Terno e o Quarto.
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